Saquê: a bebida milenar japonesa

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O saquê é uma bebida milenar de origem japonesa feita através da fermentação do arroz. Classificado na mesma categoria do vinho, seu teor alcoólico gira em torno de 16%.

Arroz e água são os únicos ingredientes necessários para a produção do saquê. Primeiro é feito o koji, que resulta da remoção do amido e do excesso de óleo e proteínas do arroz. O koji é misturado com água e arroz vaporizado formando o shubo, uma pasta de grãos. O shubo é colocado num tanque e fermentado por trinta dias, com adição do koji e de arroz vaporizado. Forma-se aí o maromi, uma mistura de saquê sólido e líquido. Após ser filtrado, o saquê está pronto para ser consumido e pode ser mantido em garrafa por até dois anos, sem perder seu sabor natural.

Geralmente, a bebida é servida antes das refeições e a melhor temperatura para ser consumido é de 35º C, pois nesta temperatura se percebe melhor as delicadas características da bebida. Mas pode também ser bebido em temperaturas diferentes, de acordo com a estação do ano. Quando aquecido a uma temperatura de até 45º C, o saquê é conhecido por kan, torna-se encorpado e adquire um sabor acentuado de melão. Quando resfriado, o saquê é conhecido por higa e assume um sabor frutado.

Alguns tipos de saquê:
Junmai-shu:
o mais puro de todos, feito com água, arroz e koji, sem adição de álcool.
Honjozo-shu:
sofre um pequeno acréscimo de álcool destilado (até 25%), o que melhora seu aroma e o sabor.
Ginjo-shu: o arroz é polido até chegar a 60% do seu formato original. É fermentado em temperaturas muito baixas por muito tempo.
Daiginjo-shu: o arroz é polido em até 65% do seu tamanho original. É leve, frutado e aromático.
Namazakê: saquê não pasteurizado, fresco e com forte sabor de arroz. Deve ser mantido refrigerado para não estragar.
Nigori-zaquê: saquê não filtrado, de aspecto leitoso. Tem sabor pesado e é servido após as refeições.

Mostra de filmes japoneses no 7º Bunka Matsuri

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Viajando com Haru (Haru tono Tabi)

 

 

Neste Sábado e Domingo irá acontecer a sétima edição do Bunka Matsuri. O evento conta com oficinas, exposições, shows, bazar e comidas típicas da cultura japonesa.

 
O evento também contará com a mostra de filmes japoneses, legendados em português, com sessões às 10h e 14h.

Quando: 19 e 20 de maio de 2012 (sábado e domingo)
Local:
Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – Bunkyo
Endereço: Rua São Joaquim, 381 – Liberdade
ENTRADA GRATUITA!!

Para mais informações e programação completa, clique aqui.

Benefícios do Chá Verde

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O Chá verde é feito a partir da infusão da erva Camellia Sinensis e tem esse nome porque as folhas da erva sofrem pouca oxidação durante seu processamento.

Originalmente da China, o chá foi levado ao Japão através de monges que viajavam entre os dois países. Curiosamente, foi o único chá que se popularizou no Japão e tornou-se a bebida mais consumida do país.

O chá verde é rico em substâncias antioxidantes que evitam a ação destrutiva das moléculas de radicais livres que degeneram as células, auxiliando no combate ao câncer, ao envelhecimento e na queima de gorduras. Também ajuda a diminuir o colesterol ruim, fortalece as artérias e veias favorecendo a prevenção de doenças cardíacas e circulatórias.

Sua preparação é um pouco diferente dos chás tradicionais: a água não pode estar fervendo, pois do contrário as folhas acabam sendo cozidas o que proporciona um gosto amargo à bebida. O tempo de infusão também não deve ser maior que 3 minutos.

Curiosidades sobre o hashi

Você sabe de onde veio o hashi? Se respondeu Japão, errou!
Os pauzinhos são originários da China antiga. Por volta do ano de 1.200 antes de Cristo, começaram a ser utilizados como utensílio para manejar a comida sobre a brasa. O hashi começou a ser usado como talher durante a dinastia Han e, hoje em dia, são produzidos em tamanhos diferentes (23 cm em média para mesa e 35 cm para cozinha) e em diversos materiais, desde bambu até prata e marfim.

Como manusear
Os hashis devem funcionar como um prolongamento dos dedos. Para manuseá-los, você precisa fazer um movimento de pinça com a ajuda dos dedos.

1. Segure um dos hashis como uma caneta, utilizando a ponta do polegar, o indicador e o dedo do meio para segura-lo.
2. Coloque um hashi entre a palma da mão e a base do polegar, usando o quarto dedo, o anelar, para apoiar a parte inferior do mesmo. Com o polegar, aperte-o para baixo enquanto o anelar empurra-o para cima. Este deve ficar estável.
3. Movimente a ponto do hashi de cima em direção ao de baixo, os dois hashis devem funcionar como uma pinça.

Evite gafes na hora de usar o hashi:

• Segure o hashi perto da parte final e não no meio ou no começo;
• Nunca pegue a comida na posição vertical e sim pelas laterais;
• Nunca cruze o hashi;
• Não espete o hashi na comida. É costume no Japão espetar o hashi em um pote de arroz e conduzí-lo do velório ao cemitério;
• Não passe comida do seu hashi para o hashi de outra pessoa. Apenas ossos da cremação em funerais são passados dessa maneira;
• É falta de educação escolher comida e apontar pessoas e objetos com o hashi;
• Não movimente pratos ou tigelas com o hashi;
• Quando não estiver usando o hashi ou quando tiver terminado de comer, coloque-o na sua frente, com a ponta virada para esquerda.